Plano de Recuperação de Desastres (Disaster Recovery Plan)
Estratégia e Procedimento Técnico de Continuidade do Serviço (FOR-25)
| Código do Documento: DRP-SER-025 | Versão: 1.0 |
| Data de Emissão: Janeiro de 2026 | Classificação de Informação: Uso Interno / Clientes / Auditoria |
| Área Responsável: Infraestrutura, Cloud & DevOps | Aplica-se a: Todos os Serviços, Bancos de Dados e Aplicações |
1. OBJETIVO
Este documento estabelece a política, os procedimentos e as diretrizes técnicas de Recuperação de Desastres (Disaster Recovery) aplicáveis aos serviços prestados pela organização. Seu propósito é assegurar a restauração das operações em caso de indisponibilidades críticas, falhas catastróficas de infraestrutura, desastres naturais ou incidentes graves de segurança.
2. ESTRATÉGIA DE INFRAESTRUTURA EM NUVEM (AWS)
A arquitetura de hospedagem adota serviços gerenciados nativos da Amazon Web Services (AWS), projetada com redundância e alta disponibilidade por padrão:
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Computação (ECS / Fargate): Contêineres de aplicação implantados de forma distribuída em múltiplas Zonas de Disponibilidade (Multi-AZ), garantindo resiliência contra falhas em data centers individuais.
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Banco de Dados (Amazon RDS / MySQL): Utilização de instâncias Multi-AZ com replicação síncrona automática para um ambiente secundário e criação de snapshots periódicos gerenciados pelo AWS Backup.
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Entrega e Armazenamento (CloudFront & S3): Distribuição global de conteúdo estático via CDN (CloudFront) e armazenamento resiliente de objetos com replicação de dados.
3. MÉTRICAS CHAVE DE CONTINUIDADE (RPO E RTO)
O plano de recuperação fundamenta-se nas seguintes metas de nível de serviço para ambientes críticos de produção:
4. PROCEDIMENTOS DE BACKUP E RESTAURAÇÃO
4.1. Política de Backup Automatizado
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Snapshots de Banco de Dados: Capturas diárias retidas por 30 dias com habilitação de Point-in-Time Recovery (PITR), permitindo a restauração do banco de dados para qualquer segundo dentro do período de retenção.
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Infraestrutura como Código (IaC): Definições de infraestrutura, redes e contêineres mantidas em repositórios controlados no GitHub, permitindo a reconstrução automatizada do ambiente.
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Criptografia e Proteção: Todos os dados em repouso e backups são criptografados utilizando chaves gerenciadas via AWS KMS.
4.2. Fluxo de Restauração em Caso de Desastre
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Identificação e Declaração de Incidente: Detecção do evento crítico via monitoramento de disponibilidade e acionamento da equipe de DevOps.
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Isolamento da Origem: Bloqueio das entradas comprometidas ou redirecionamento de tráfego de rede via DNS/CloudFront.
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Restauração da Base de Dados: Provisionamento de uma nova instância RDS a partir da réplica limpa ou do snapshot mais recente (PITR).
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Redeployment dos Serviços: Execução das pipelines de CI/CD para subir os contêineres das aplicações no ECS Fargate apontando para a nova base.
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Validação e Testes de Fumaça: Verificação da integridade das rotas, serviços de autenticação e persistência de dados antes da liberação.
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Redirecionamento de Tráfego: Alteração dos registros de DNS para restabelecer o serviço para os usuários finais.
5. TESTES E AUDITORIA PERIÓDICA
A eficácia do Plano de Recuperação de Desastres é validada periodicamente por meio de:
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Simulação de Restauração: Testes semestrais de recuperação da base de dados e reprovisionamento de contêineres em ambiente de homologação (Stage);
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Revisão de Políticas: Atualização anual deste documento ou sempre que houver mudanças relevantes na arquitetura do sistema.