Compliance e Infraestrutura

Documentação de Continuidade de Negócios e Segurança

Definições de RTO/RPO

Código do Documento: POL-RTO-RPO-001

Versão: 1.0

Data de Aprovação: Janeiro de 2026

Classificação de Informação: Uso Interno

Área Gestora: Segurança da Informação / TI

Aplica-se a: Todos os Serviços, Bancos de Dados e Aplicações

1. Resumo da Infraestrutura

A plataforma SISMETRO utiliza atualmente o motor de banco de dados MySQL 8.4 hospedado na Amazon Web Services (AWS) na região São Paulo (sa-east-1).
A arquitetura foi desenhada para garantir que os dados estejam sempre disponíveis e protegidos contra falhas de hardware ou desastres geográficos.


2. Objetivos de Recuperação (Métricas Principais)

Métrica Objetivo Descrição
RTO
(Tempo de Recuperação)
1 Hora Tempo máximo para o sistema voltar a operar após uma falha crítica na instância principal.
RPO
(Ponto de Recuperação)
Próximo a Zero Quantidade máxima de dados que podem ser perdidos. Graças à replicação síncrona, a perda é virtualmente nula.


3. Estratégias de Resiliência Aplicadas

A. Alta Disponibilidade (Multi-AZ)
Diferente de servidores convencionais, o nosso banco de dados opera em modo Multi-AZ (Multi-Availability Zones).

B. Política de Backup e Retenção
Utilizamos o AWS Backup para garantir camadas extras de proteção:

C. Performance e Segurança
Armazenamento gp3: Utilizamos volumes SSD de última geração com IOPS provisionados, garantindo que a recuperação e o processamento de dados ocorram na velocidade máxima permitida pela tecnologia atual.

Criptografia: Todos os dados, tanto em repouso quanto nos backups, são criptografados usando chaves AES-256 (AWS KMS).


Separação de dados Multi-tenant

A arquitetura de isolamento por chaves de identificação (também conhecida como Logical Multi-tenancy ou Row-Level Isolation) é uma estratégia robusta e eficiente para sistemas SaaS que utilizam uma base de dados compartilhada.

1. O Conceito de Isolamento Lógico

Diferente de modelos onde cada cliente tem seu próprio banco de dados (o que elevaria drasticamente o custo de infraestrutura no AWS RDS), o SISMETRO utiliza um Banco de Dados Consolidado.

2. Vantagens Estratégicas para o Cliente

Ao descrever isso para um fornecedor ou auditoria, os pontos de destaque são:

Acordo de Nível de Serviço (SLA)

Infraestrutura e Aplicação SISMETRO

Versão: 1.0
Data de Vigência: Janeiro de 2026
Escopo: Plataforma SISMETRO (APIs, Web e Arquitetura AWS)


1. Visão Geral e Objetivos

Este documento define os níveis formais de serviço, disponibilidade, metas de recuperação e responsabilidades de suporte técnico para a infraestrutura e ecossistema de software da plataforma SISMETRO.

O objetivo é garantir a continuidade do negócio, prever mitigação de riscos operacionais e estabelecer clareza sobre métricas chave de disponibilidade (Uptime), Tempo de Recuperação (RTO) e Ponto de Recuperação (RPO).

2. Métricas Globais de Disponibilidade (Uptime)

A infraestrutura core do SISMETRO opera em alta disponibilidade na nuvem Amazon Web Services (AWS). O SLA global de disponibilidade da aplicação é estruturado da seguinte forma:

Componente / Serviço

Meta de SLA (Uptime)

Janela de Indisponibilidade Máxima Estimada

 

Infraestrutura AWS (ECS Fargate / RDS / CloudFront)

99,9%

~43 minutos/mês

Aplicações Web & APIs (Laravel / Angular)

99,5%

~3,6 horas/mês

Serviços de Terceiros e Integrações (Protheus / Provedores)

99,0%

~7,2 horas/mês

Nota: Janelas de manutenção programada precedidas de aviso prévio não contabilizam como indisponibilidade não planejada.

3. Continuidades e Tolerância a Desastres (RPO e RTO)

Os procedimentos de tolerância a falhas e planos de mitigação e contingência são apoiados por snapshots automáticos e rotinas do AWS Backup e replicação de dados no MySQL / RDS.

Métrica

Definição

Meta Garantida

 

RPO (Recovery Point Objective)

Quantidade máxima tolerável de perda de dados expressa em tempo.

≤ 1 hora (Backups contínuos / Transaction logs & Snapshots)

RTO (Recovery Time Objective)

Tempo máximo para restauração completa dos serviços após desastre.

≤ 2 horas (Ambiente multi-az / Fargate auto-recovery)

4. Classificação de Incidentes e Matriz de Resposta

Os chamados e incidentes reportados no SISMETRO são categorizados pelo seu nível de severidade e impacto no negócio:

Nível de Severidade

Descrição / Critério de Impacto

Tempo de Primeira Resposta

Tempo de Resolução / Solução Contorno

 

P1 - Crítico (Urgent)

Sistema totalmente inoperante para todos os usuários ou perda crítica de dados sem solução de contorno.

Até 15 minutos

Até 2 horas

P2 - Alto (High)

Funcionalidade principal afetada (ex: falhas em rotas cruciais de sincronização ou ordens de serviço), com impacto significativo.

Até 1 hora

Até 8 horas

P3 - Médio (Normal)

Problema parcial em funcionalidades secundárias ou degradação leve de performance sem paralisação.

Até 4 horas

Até 24 horas

P4 - Baixo (Low)

Dúvidas técnicas, solicitações de melhorias, bugs estéticos ou pequenos ajustes visuais.

Até 8 horas (dias úteis)

A combinar conforme Sprint

5. Procedimentos de Manutenção e Janelas Programadas

6. Exclusões de Cobertura do SLA

O presente SLA não se aplica a indisponibilidades decorrentes de:

  1. Interrupção em provedores locais de internet do cliente ou falhas de hardware e rede local das unidades de atendimento.

  2. Integrações com APIs de terceiros que estejam inoperantes fora do controle do SISMETRO.

  3. Ações fraudulentas, mau uso deliberado do sistema ou violações de segurança originadas por credenciais comprometidas do próprio cliente.

  4. Eventos de Força Maior ou desastres naturais que afetem regiões inteiras de datacenters da AWS.

Política de controle de acesso

Documento Normativo de Segurança da Informação

Código do Documento: POL-SEC-001

Versão: 1.0

Data de Aprovação: Janeiro de 2026

Classificação de Informação: Uso Interno

Área Gestora: Segurança da Informação / TI

Aplica-se a: Todos os Colaboradores e Prestadores de Serviço

1. OBJETIVO

Esta Política estabelece as diretrizes e padrões necessários para garantir a proteção, integridade, confidencialidade e disponibilidade dos ativos de informação da organização. Seu propósito principal é assegurar que o acesso a dados, sistemas, redes e infraestruturas seja concedido estritamente a usuários e serviços devidamente autorizados, prevenindo acessos indevidos, incidentes de segurança e vazamentos de dados.

2. ALCANCE E APLICAÇÃO

As diretrizes contidas neste documento aplicam-se obrigatoriamente a:

3. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

O controle de acesso corporativo deve seguir rigorosamente os três princípios abaixo:

Princípio

Descrição Operacional

 

Menor Privilégio (Least Privilege)

Todo usuário ou serviço receberá apenas o nível mínimo de permissões indispensável para a execução regular de suas atribuições.

Necessidade de Conhecer (Need-to-Know)

A concessão de acesso a informações restritas ou sensíveis fundamenta-se na necessidade técnica ou operacional, e não no nível hierárquico do solicitante.

Segregação de Funções (Separation of Duties - SoD)

Processos críticos que envolvam riscos operacionais ou financeiros devem exigir a atuação/aprovação de pessoas distintas, evitando a concentração de privilégios.

 

4. DIRETRIZES DE AUTENTICAÇÃO E IDENTIDADE

4.1. Credenciais Individuais e Intransferíveis

É expressamente proibido o compartilhamento de logins, senhas, chaves de API ou quaisquer outras credenciais de acesso entre colaboradores. Toda conta deve estar associada a uma identidade individual rastreável.

4.2. Autenticação Multi-Fator (MFA)

A utilização de Autenticação Multi-Fator (MFA) é obrigatória para todos os acessos a sistemas corporativos, plataformas em nuvem, ambientes de desenvolvimento e produção, sem exceções.

4.3. Requisitos de Senhas e Chaves

5. GESTÃO DO CICLO DE VIDA DE ACESSOS

5.1. Concessão de Acesso

A liberação de acessos depende obrigatoriamente de solicitação formal realizada via canal oficial de TI, acompanhada da justificativa operacional e da aprovação expressa da liderança imediata e do responsável pelo recurso/sistema.

5.2. Movimentação e Desligamento

6. MONITORAMENTO, RASTREABILIDADE E AUDITORIA

Todos os sistemas, bancos de dados, aplicações e ativos de rede devem gerar registros de auditoria (*logs*) contendo:

7. RESPONSABILIDADES E PENALIDADES

O descumprimento das normas estabelecidas nesta Política de Controle de Acesso sujeita o infrator às sanções disciplinares previstas em contrato de trabalho e no regimento interno da empresa, além de eventuais penalidades cíveis e criminais aplicáveis nos termos da legislação vigente.

Política de Segurança da Informação e da Prestação de Serviços

Norma Operacional de Conformidade e Proteção Tecnológica

Código do Documento: PSI-SER-001

Versão: 1.0

Data de Emissão: Janeiro de 2026

Classificação de Informação: Uso Interno / Clientes / Fornecedores

Área Responsável: Governança de TI e Segurança da Informação

Aplica-se a: Todos os Serviços, Sistemas e Colaboradores


1. OBJETIVO

Esta Política de Segurança da Informação (PSI) visa estabelecer os requisitos, diretrizes e padrões de segurança aplicáveis à prestação de serviços, manutenção de sistemas e gestão de infraestrutura de tecnologia. O objetivo principal é garantir a proteção contra acessos não autorizados, indisponibilidade, alterações indevidas ou vazamentos de dados, assegurando a conformidade com as melhores práticas do mercado e exigências regulatórias (incluindo LGPD).

2. ALCANCE E ESCOPO

As diretrizes estipuladas nesta norma aplicam-se integralmente a:

3. PILARES DA SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO

A prestação e operação dos serviços são regidas por quatro pilares essenciais:

Pilar

Descrição Técnica e Operacional

 

Confidencialidade

Garantia de que os dados transacionados e armazenados no serviço estejam acessíveis exclusivamente por sistemas e pessoas formalmente autorizados.

Integridade

Salvaguarda da exatidão e do estado completo das informações e sistemas, protegendo-os contra modificações não autorizadas ou acidentais.

Disponibilidade

Garantia de que os serviços e dados permaneçam operacionais e acessíveis para os usuários autorizados sempre que necessário.

Rastreabilidade (Auditabilidade)

Capacidade de registrar, monitorar e auditar todas as ações, acessos e alterações realizadas no ambiente do serviço.

4. DIRETRIZES DE SEGURANÇA APLICÁVEIS AO SERVIÇO

4.1. Controle de Acesso e Gestão de Identidade

4.2. Segurança em Redes e Infraestrutura

4.3. Desenvolvimento Seguro e Gestão de Mudanças

5. CONTINUIDADE DE NEGÓCIOS E BACKUP

Para assegurar a resiliência dos serviços, a infraestrutura deve seguir as diretrizes de backup e recuperação estipuladas:

6. GESTÃO DE INCIDENTES DE SEGURANÇA

Em caso de suspeita ou confirmação de incidente de segurança afetando o serviço:

7. CONFORMIDADE E AUDITORIA

Esta política é revisada periodicamente para assegurar sua eficácia e adequação aos avanços tecnológicos e legais. O descumprimento destas diretrizes pode acarretar sanções contratuais e disciplinares cabíveis.

Gestão e Histórico de Releases

Documento de Evidência Técnica de Controle de Versões e Mudanças (FOR-24)

   
Código do Documento: DEC-REL-024 Versão: 1.0
Data de Emissão: Janeiro de 2026 Classificação de Informação: Uso Interno / Clientes / Auditoria
Área Responsável: Engenharia de Software / DevOps Aplica-se a: Todos os Serviços e Microsserviços

1. OBJETIVO

Esta declaração formal visa comprovar a existência e a aplicação contínua de processos padronizados de gestão de releases, controle de versão e auditoria de alterações no código-fonte dos sistemas e serviços mantidos pela organização.

2. ESTRUTURA E REPOSITÓRIO DE CÓDIGO (GITHUB)

A gestão de versões de todos os serviços da organização é centralizada no provedor GitHub, utilizando repositórios privados e seguros. O controle de mudanças e histórico de lançamentos é rastreado de forma automatizada atrelado à esteira de integração e entrega contínuas (CI/CD).

2.1. Modelo de Ramificação (Branching Strategy)

Os repositórios seguem um fluxo de trabalho estruturado, com ramificações (branches) específicas destinadas à segregação de ambientes e garantia de qualidade:

Branch / Ramo Ambiente Associado Finalidade e Critérios de Aprovação
main / master / prod Produção (Prod) Código em execução operacional. Alterações entram via Pull Requests (PRs) aprovados após validação em homologação e testes.
staging / stage Homologação (Stage) Ambiente pré-produção utilizado para validação final e aprovação do time de produto/cliente.
qa / testing Qualidade / Testes (QA) Ambiente dedicado para serviços aplicáveis, onde são executados testes de regressão e garantia de qualidade antes do merge para staging.
feature/* ou fix/* Desenvolvimento Local Ramos isolados para implementação de melhorias ou correções específicas, originando Pull Requests para revisão de código.

3. MEIOS DE REGISTRO E RASTREABILIDADE DE HISTÓRICO

O histórico completo de revisões, modificações relevantes e pacotes liberados em produção é mantido através das seguintes ferramentas nativas do GitHub:

Plano de Recuperação de Desastres (Disaster Recovery Plan)

Estratégia e Procedimento Técnico de Continuidade do Serviço (FOR-25)

   
Código do Documento: DRP-SER-025 Versão: 1.0
Data de Emissão: Janeiro de 2026 Classificação de Informação: Uso Interno / Clientes / Auditoria
Área Responsável: Infraestrutura, Cloud & DevOps Aplica-se a: Todos os Serviços, Bancos de Dados e Aplicações

1. OBJETIVO

Este documento estabelece a política, os procedimentos e as diretrizes técnicas de Recuperação de Desastres (Disaster Recovery) aplicáveis aos serviços prestados pela organização. Seu propósito é assegurar a restauração das operações em caso de indisponibilidades críticas, falhas catastróficas de infraestrutura, desastres naturais ou incidentes graves de segurança.

2. ESTRATÉGIA DE INFRAESTRUTURA EM NUVEM (AWS)

A arquitetura de hospedagem adota serviços gerenciados nativos da Amazon Web Services (AWS), projetada com redundância e alta disponibilidade por padrão:

3. MÉTRICAS CHAVE DE CONTINUIDADE (RPO E RTO)

O plano de recuperação fundamenta-se nas seguintes metas de nível de serviço para ambientes críticos de produção sendo as métricas e definições em documento próprio.

4. PROCEDIMENTOS DE BACKUP E RESTAURAÇÃO

4.1. Política de Backup Automatizado

4.2. Fluxo de Restauração em Caso de Desastre

  1. Identificação e Declaração de Incidente: Detecção do evento crítico via monitoramento de disponibilidade e acionamento da equipe de DevOps.

  2. Isolamento da Origem: Bloqueio das entradas comprometidas ou redirecionamento de tráfego de rede via DNS/CloudFront.

  3. Restauração da Base de Dados: Provisionamento de uma nova instância RDS a partir da réplica limpa ou do snapshot mais recente (PITR).

  4. Redeployment dos Serviços: Execução das pipelines de CI/CD para subir os contêineres das aplicações no ECS Fargate apontando para a nova base.

  5. Validação e Testes de Fumaça: Verificação da integridade das rotas, serviços de autenticação e persistência de dados antes da liberação.

  6. Redirecionamento de Tráfego: Alteração dos registros de DNS para restabelecer o serviço para os usuários finais.

5. TESTES E AUDITORIA PERIÓDICA

A eficácia do Plano de Recuperação de Desastres é validada periodicamente por meio de:

Documento de Evidência Técnica de Governança de Fornecedores

 

   
Código do Documento: DEC-FOR-027-028 Versão: 1.0
Data de Emissão: Janeiro de 2026 Classificação de Informação: Uso Interno / Clientes / Auditoria
Área Responsável: Engenharia de Software & DevOps Aplica-se a: Gestão de Infraestrutura e Serviços em Nuvem

1. OBJETIVO

Este documento apresenta a declaração formal de identificação de terceiros críticos e a estratégia de validação e governança de fornecedores.

2. IDENTIFICAÇÃO DE TERCEIROS CRÍTICOS 

A prestação de serviços utiliza uma estrutura enxuta de terceiros, limitando-se exclusivamente aos parceiros essenciais para suporte e hospedagem de infraestrutura em nuvem:

Fornecedor / Terceiro Papel / Escopo Técnico Nível de Criticidade Controles & Certificações de Segurança
AWS (Amazon Web Services)
São Paulo
Provedor global de infraestrutura em nuvem (hospedagem ECS/Fargate, bancos de dados RDS MySQL, armazenamento S3, redes e backups). Alta Certificações mundiais de conformidade ativa, incluindo ISO/IEC 27001, ISO 27017, ISO 27018, SOC 1/2/3, PCI-DSS e conformidade com LGPD/GDPR.
Nuvme (AWS Partner) Parceiro especializado para suporte técnico consultivo, arquitetura de infraestrutura e sustentação do ambiente AWS. Média Acesso restrito via credenciais temporárias (IAM) sob o princípio do menor privilégio, contrato de confidencialidade (NDA) e canal oficial de chamados.

3. VALIDAÇÃO E GOVERNANÇA DE FORNECEDORES 

3.1. Validação do Provedor de Infraestrutura (AWS)

Por tratar-se de uma plataforma global de Cloud Computing amplamente consolidada, a validação da AWS fundamenta-se no Modelo de Responsabilidade Compartilhada e na revisão contínua das certificações oficiais emitidas por auditores independentes via portal AWS Artifact (Relatórios SOC 2 Type II e certificações ISO 27001).

3.2. Validação e Gestão de Riscos do Parceiro de Suporte (Nuvme)

A atuação da Nuvme como parceira de suporte de infraestrutura é validada e monitorada através da seguinte estratégia baseada em riscos: